Doenças Saúde Saúde e Bem Estar Leidiana Torres

Identificar Joanete no estágio inicial possibilita correção sem cirurgia e evita evolução para dor crônica nos pés

Dores nos pés que acabam limitando a qualidade de vida é uma reclamação muito comum e atinge um percentual da população cada vez maior com o avanço da idade. São diversos os fatores que refletem em uma dor crônica sendo que o Joanete é um dos mais comuns, principalmente nas mulheres. Trata-se de uma má formação acompanhada de inflamação na articulação do dedão que, se não receber o devido cuidado, pode desenvolver para dores extremamente fortes e necessidade de correção cirúrgica. 

Dores nos pés são limitantes para uma vida normal e podem ter origem em um Joanete, e muitas pessoas são portadoras do problema e ainda não sabem

“Com uma ocorrência muito comum, o Joanete acaba sendo considerado um problema de tratamento mais simples, como os calos, ou até confundido com eles. De qualquer forma, o Joanete pode gerar dores muito intensas e chegar ao ponto em que a correção seja possível apenas por meio de cirurgia”, explica Mateus Martinez, Diretor de Fisioterapia da Pés Sem Dor. “Por isso, é importante saber identificar o problema cedo, quando é possível a correção com meios menos invasivos como a simples substituição dos sapatos por modelos mais adequados e confortáveis ou a correção biomecânica por meio de ósteses, como as palmilhas ortopédicas”, alerta o especialista. 

Joanete é caracterizado por um desvio do dedão 

O Joanete, conhecido na medicina como Halux Valgo, é uma alteração anatômica caracterizada pelo desvio do dedão em direção aos outros dedos e do primeiro metatarso apontando para fora, criando um aumento ósseo. O problema pode causar dores limitantes às rotinas comuns do dia-a-dia e, até mesmo, interferir no modo como as pessoas caminham. 

As causas podem ser biológicas como pé chatos, problemas musculares, sobrepeso ou até mesmo genéticas. Mas também é grande a aparecimento devido às causas externas, como o uso de sapatos inadequados e atividade física com sobrecarga nos pés. Por exemplo, a ocorrência é muito maior entre as mulheres, principalmente pelo tipo de sapato de bico mais fino e salto alto que usam com mais frequência. 

Tratamento não cirúrgico alivia sintomas de dor e progressão do desvio 

 Em caso de dores na região da base do dedão ou percepção de desvio do dedão em direção aos outros dedos, é recomendada a procura por um especialista. Para cada caso, grau do joanete e perfil da pessoa será recomendado um tratamento específico 

A cirurgia é uma opção apenas em casos muito severos, pois existe um risco elevado de surgimento de dor constante após a cirurgia, reaparecimento do joanete e ainda perda de sensibilidade local. Existem outras formas não cirúrgicas que combatem os sintomas que mais incomodam: a dor e o desvio do dedão. Entre elas está a escolha de sapatos mais confortáveis, uso de palmilha ortopédica (correção biomecânica), uso de bandagens e, até mesmo, a simples perda de peso

Uma pesquisa realizada pela Pés Sem Dor identificou que 45% dos brasileiros sofrem de dor nos pés devido ao Joanete. O mesmo estudo também confirmou uma tendência encontrada em todos os estudos internacionais, que é uma incidência maior em mulheres: por aqui, 52% das mulheres e 28% dos homens entrevistados afirmaram ter o problema. 

Leidiana Torres

Sobre o autor | Website

Bacharel em Enfermagem e fundadora do Mente Sã Corpo São. Contato: [email protected]

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