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Empreendedorismo feminino: como as mulheres se tornaram responsáveis pelas finanças do lar

As finanças do casal são um assunto sério: em épocas de pandemia, é preciso repensar em gastos, rever as necessidades básicas e, claro, cogitar possíveis saídas para problemas de ordem financeira.

Especialistas em buscar novas oportunidades, muitas mulheres, autônomas, têm se reinventado durante o presente momento, em que o novo coronavírus ameaça a economia e a saúde como um todo: é possível encontrar, em diversos lugares, mulheres que têm tirado seu sustento da confecção de máscaras caseiras.

E isso não é tudo, claro: ao observar as particularidades e limitações que nos rondam, diversas mães, solo ou não, têm fornecido marmitas para pessoas que, embora isoladas, não têm familiaridade com a cozinha ou permanecem a trabalhar, dado aulas à distância, entre outras coisas.

O empreendedorismo feminino, mesmo em situações de extrema dificuldade, encontra uma forma de se destacar. Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre o que é o dito empreendedorismo, além de explicar o que ele significa para a economia do país. Confira.

O que é empreendedorismo feminino?

Chamamos de empreendedorismo feminino todo tipo de atividade de cunho empreendedor que é chefiada por uma ou mais mulheres. 

De acordo com dados disponibilizados na página oficial do SEBRAE, a proporção de mulheres que se tornaram “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%: ou seja, atualmente, quase metade dos lares são liderados por uma figura feminina – situação que, como sabemos, seria bastante improvável há algumas décadas.

Apostar no empreendedorismo feminino é importante por uma série de razões: quanto mais mulheres na liderança ou criando oportunidades em um mercado normalmente fechado, organizado e gerenciado por homens, há diminuição da discrepância entre salários e a valorização da capacidade de trabalho feminina.

Em um âmbito pessoal, a possibilidade de liderar e “tocar” um negócio fortalece a autoestima, gera independência familiar – o que, muitas vezes, pode salvar as mulheres de relações abusivas ou contextos familiares dos quais elas gostariam de se desvencilhar – e garante quitação de contas e qualidade de vida.

Motivação: vencer o descaso

A mesma matéria do SEBRAE traz algumas notícias que, no mínimo, fazem pensar.

Segundo ela, as mulheres tendem a empreender pela necessidade de ter uma fonte de renda – já que, especialmente as mulheres negras e periféricas, tendem a ter mais dificuldade no acesso à educação formal – ou para adquirir, como já comentamos, a independência financeira.

34% dos donos de negócios no Brasil são mulheres: ou seja, atualmente, temos 9,3 mulheres à frente de uma companhia. É um número expressivo, ainda que deixe claro que ainda há uma diferença grande a ser superada.

No que tange o perfil das mulheres empreendedoras, sabemos o seguinte: em geral, são mais jovens e tendem a ter maior escolaridade do que os homens em posições de chefia. No entanto, tendem a ganhar 22% do homens que têm a mesma responsabilidade ou cargo. 

Quem nos diz isso é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também sugere que, enquanto homens têm um rendimento mensal médio de R$2.344,00, mulheres chefes ganham R$1831,00.

O problema tem camadas: além de receberem menos por trabalhos igualmente difíceis, as mulheres empreendedoras têm mais dificuldade para acessar crédito e linha de financiamento. Empresárias acessam valores de cerca de 13 mil reais a menos que a média dos homens empresários.

Como fortalecer o empreendedorismo feminino?

Convém dizer que, uma vez que estamos diante de um quadro específico, chamamos de empreendedorismo toda atitude empreendedora que advém de uma mulher, independente do seu “tamanho” ou da quantidade de pessoas que atuam ao seu lado.

O que isso significa? Que uma mulher não precisa de uma empresa com dois, três ou cem funcionários para ser uma empreendedora: a mãe que produz máscaras em casa e coloca-as à venda é uma empreendedora. Da mesma forma, a mulher que vende seus doces ou sabonetes também o é.

A partir do momento em que se reconhece a capacidade profissional, de liderança e de inovação das mulheres, há um investimento sólido em empreendedorismo feminino. 

Comprar delas, portanto, é uma atitude que tem reflexo não apenas no bem-estar e na manutenção da qualidade de vida de uma família: é colaborar ativamente para a diminuição da diferença entre homens e mulheres, fortalecer a economia local e incentivar o desenvolvimento social.

Leidiana Torres

Sobre o autor | Website

Bacharel em Enfermagem e fundadora do Mente Sã Corpo São. Contato: leidianatdn@gmail.com

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