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Como desenvolver a empatia no ambiente de trabalho?

Este é um assunto muito discutido no momento: desenvolver a empatia, tanto no trabalho, mas também na vida em geral. Com a dinâmica de uma vida muito mais virtual, individualista e competitiva, o olhar para o outro vem tornando-se cada vez mais superficial e inúmeros atritos se iniciam.

Mas o que de fato é empatia e o que ela envolve?

Empatia é uma capacidade psicológica em sentir o que a outra pessoa sente ao se colocar na mesma situação vivida por ela e assim entender de forma racional e objetiva os sentimentos e emoções que envolvem o outro. Podemos dizer que ela é um dos pilares da Inteligência Emocional, e esta última é uma das competências apontadas como mais relevantes aos trabalhadores no contexto atual. A empatia não deve ser confundida com simpatia. Simpatia não está ligada a compreensão genuína em compreender as emoções que o outro vive diante de determinada situação.

Compreendido o significado e percebido que as relações interpessoais perpassam por esta capacidade, não podemos deixar de analisar como as relações de trabalho são afetadas pela empatia. Nas análises da empatia nas organizações, é muito comum cobrar do gestor uma capacidade empática, de fato um gestor precisa desenvolver a empatia para que possa compreender melhor a equipe que lidera, mas para um ambiente organizacional mais saudável é fundamental que todos os funcionários desenvolvam esta capacidade.

O desenvolvimento da empatia no trabalho por todos pode trazer grandes benefícios à equipe.

·          Para uma equipe engajada e mais produtiva um bom clima organizacional é fundamental, assim os funcionários estarão mais motivados e a consequentemente a produtividade será maior.

·         Melhor relacionamento entre líderes e equipes, bem como entre as próprias equipes. Como pontuado anteriormente, a empatia não é exclusividade do gestor, mas de todos os funcionários.

·         Melhora no nível de estresse – quando o clima organizacional está equilibrado, o estresse no trabalho reduz e o a capacidade de lidar com ele também é melhorada.

·         Equipes mais criativas – Com o estabelecimento do equilíbrio emocional e redução do estresse, os funcionários conseguem se dedicar com mais segurança a realizar as atividades e a criatividade flui com mais facilidade.

Assim a resolução de conflitos fica facilitada, auxilia ainda na gestão e colaboração, além de promover um ambiente mais positivo. Mas, é importante ter a empatia em equilíbrio, assim como existem pessoas que não são muito empáticas e precisam desenvolver esta capacidade, existem aquelas que são excessivamente empáticas a tal ponto de deixar de viver suas vidas e realizar suas tarefas para viver o que o outro vive e não raro também encontramos pessoas que se aproveitam das pessoas mais empáticas. Por isto é importante salientar que o entendimento do outro precisa objetivo e racional, para não cair em armadilhas.

Para desenvolver a empatia podemos considerar o primeiro passo é querer desenvolver novas atitudes, ou ainda desenvolver algumas já estabelecidas.

·          Autoconhecimento –  ter clareza de como você entende e de fato manifesta a empatia. Só assim você entenderá o seu momento e a possibilidade de entender o outro também. Este é o início para estabelecer as ações que se seguirão.

·         Observar as pessoas ao seu redor – Avaliar a realidade de cada um precisa se dentro das suas próprias perspectivas e para isto observar seu modo de agir e lidar é fundamental.

·         Escuta ativa – apesar no nome modificado, nada mais é do que ouvir o outro em sua essência, sem julgamento, além disto, observar seus gestos, expressões e toda uma linguagem corporal. Para este ouvir é necessário de fato estar conectado.

·         Pensar antes de falar – esta é uma ação, por vezes difíceis de exercitar, mas é importante aguardar o outro finalizar seus argumentos para que você possa apontar sua posição.

·         Atenção a sua postura – Não somente ouvir, mas ao emitir algo é necessário que o tom de voz seja adequado. Um tom de voz ríspido pode vir a quebrar a conexão como outro e soar como julgamento. O olhar também precisa promover a conexão.

·         Dar ênfase as perguntas – importante perguntar como o outro se sente frente à determinada situação. Empatia não se relaciona com conselhos, ela se relaciona da forma como se trata o outro genuinamente.

·         Estimular o diálogo – Além de ouvir o outro, auxilie este a te ouvir também.

·         Atenção às críticas desnecessárias 

A empatia precisa ser entendida como um valor que carregamos e compreendemos, e valores nascem de nossas crenças. Por isto a forma como apresentamos a nossa empatia ao outro depende em muito da forma como compreendemos as diversas situações que se apresentam e das experiências pelas quais passamos.  Por isto o autoconhecimento deve ser o primeiro passo para o desenvolvimento da empatia. A partir deste entendimento o exercício da empatia se tornará mais fluido.

Mariza Baumbach Baumbach

Sobre o autor | Website

Mariza Baumbach é Analista Comportamental na área de Desenvolvimento Humano, Pedagoga e Gestora Escolar. É formada em Pedagogia pela Universidade Veiga de Almeida, com pós graduação em Gestão do Trabalho Pedagógico, pela Unigranrio. Atua há mais de 20 anos como diretora de escola. Possui também curso de especialização em Leadership and Coaching na OHIO University, e Professional e Self Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). É palestrante e escritora. Fala sobre diversos assuntos relacionados a educação, evolução das competências e carreira.

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