psoríase

Conheça a psoríase, doença que acomete famosos como a atriz Cameron Diaz

A psoríase é uma doença inflamatória da pele e não contagiosa, que causa manchas avermelhadas e descamativas. As lesões geralmente são em placas, e podem aparecer no couro cabeludo (podendo causar queda de cabelo), cotovelos e joelhos. A principal causa da psoríase é genética, porém outros fatores como; estresse, exposição ao frio e ingestão de bebida alcoólica também podem estar envolvidos no aparecimento e evolução da doença. No Brasil, a enfermidade acomete entre 3 e 5 milhões de pessoas.

Quais são os remédios para a psoríase?

O diagnóstico da psoríase não pode ser feito por meio de exames de sangue, por isso, ele geralmente é clínico, ou seja, feito na consulta com o dermatologista. As placas ou lesões avermelhadas e a descamação da pele causada pela psoríase são bastantes características, mas, em apresentações menos comuns da doença, caso haja dúvidas em relação ao diagnóstico, uma biópsia pode ser feita para a confirmação da suspeita.

Psoríase o que é?

É uma doença crônica e não há cura para a psoríase, mas com o tratamento correto o indivíduo pode ter uma vida normal. Casos moderados a graves devem ser tratados com medicamentos tópicos, orais e, algumas vezes, injetáveis. Uma nova classe de medicamentos, os imunobiológicos chegaram para agregar ao arsenal terapêutico de pacientes com psoríase de difícil controle.

Tratamento da psoríase

O tratamento da psoríase pode custar caro para o paciente, pois envolve pomadas, cremes, corticóides e até mesmo injeções, mas a boa notícia é que agora, os pacientes podem contar com quatro novos medicamentos oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Essas opções são alternativas para casos mais graves da doença ou para quando o paciente não responde bem aos medicamentos já ofertados.

Psoríase como é o tratamento?

As novas medicações incluídas para tratamento são: adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento após falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças.

É importante salientar que na maioria dos casos, o tratamento da psoríase se divide em duas etapas: supressão das lesões e manutenção da pele sem lesões. Mesmo ao chegar na segunda etapa, o paciente deve visitar o dermatologista periodicamente para fazer possíveis ajustes, manter uma a melhor qualidade de vida e reduzir o risco de retorno da doença.

Nesse sentido, os portadores precisam tomar alguns cuidados extras com a pele como: mantê-la sempre hidratada para evitar o ressecamento excessivo que possibilita desenvolver lesões; expor-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes fazer uso de creme hidratante ou terapêutico; evitar a ingestão de bebidas alcoólicas; é também importante não se desgastar emocionalmente, pois o estresse tem papel importante no aparecimento das lesões.

Questão social na psoríase

Outro ponto que chama atenção é o preconceito sofrido pelos portadores da psoríase devido à aparência das lesões, mesmo que a doença não seja contagiosa. Algumas pessoas, que apresentam a patologia, costumam faltar ao trabalho, ou não conseguem emprego e se tornam vítimas do “isolamento social destrutivo“, o que pode somar às complicações da enfermidade.

De acordo com uma pesquisa internacional realizada pela farmacêutica Eli Lilly, feita com mais de 2 300 pacientes em 26 países, o Brasil é o segundo no ranking de impacto da doença. O estudo relatou dados que surpreendentes como; 71% dos indivíduos com psoríase afirmaram que o problema crônico pode comprometer a qualidade de vida; 58% disseram que a doença prejudica as atividades profissionais; 62% relataram interferência na vida social e 67% têm o desejo de retomar uma vida normal.

No dia a dia em consultório é comum nos depararmos com relatos de pessoas que foram convidadas a se retirar de determinados ambientes devido à desinformação pública, que leva à crença de que a doença é contagiosa, quando não existe a menor possibilidade de contágio no caso da psoríase. A falta de informação sobre a doença é um dos principais fatores que contribuem para esse triste cenário de preconceito. Se você se deparar com pessoas com lesões na pele, lembre-se de não tirar conclusões precipitadas, e muito menos demonstrar desconforto, medo ou tomar qualquer atitude que possa causar ainda mais dificuldade para essas pessoas, você não sabe do que se trata, e pode ser que sua reação, mesmo sem essa intenção, contribua para agravar um quadro psicológico associado. Um ambiente social mais esclarecido e amoroso é um dos grandes remédios para qualquer doença.

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