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Cadeira extensora: É possível potencializar seu treino com ela?

Aparelho bastante utilizado nas academias, a cadeira extensora é um ótimo exercício para a região do quadríceps

Todas as pessoas que praticam algum tipo de atividade física têm objetivos e, é claro, querem obter os resultados esperados. No entanto, para isso, mais do que a prática do exercício em si, saber para que serve cada modalidade e como fazer a execução do exercício da maneira correta faz toda a diferença no treinamento.

Os movimentos do corpo humano são descritos a partir de uma referência. Esse parâmetro é a posição anatômica (ou seja, em pé, com a face voltada para frente, membros superiores e inferiores estendidos e palmas das mãos também voltadas para frente), com seus planos e eixos possibilitando definir a mobilidade das articulações e segmentos e calculando nestes diferentes planos, os ângulos das articulações e decompondo assim, segundo cada eixo, um movimento.

Caso, o individuo possua algum determinado tipo de lesão terá dificuldade na aplicação de certos tipos de movimentos. Por exemplo, se houver uma lesão na patela joelho, ele não poderá movimentar as pernas em alguns ângulos específicos e precisará de uma recomendação médica para realizar atividades físicas de extensão. Por isso, o auxílio de acompanhamento clínico profissional e de personal trainer são fundamentais.

A cadeira extensora é um dos aparelhos mais comuns utilizados no treino de pernas, pois é um dos principais exercícios que isola o grupo muscular quadríceps femoral (localizado na parte anterior da coxa, envolvendo quase que por completo o fêmur). Apesar desse ser o principal grupo fortalecido, o aparelho também melhora a região adutora da coxa, dependendo do ângulo pelo qual os exercícios são realizados.

A utilização da cadeira extensora parece ser relativamente simples, entretanto, é preciso prestar atenção a cada detalhe de uso do aparelho, e que devem ser sempre levados em consideração.

Cadeira extensora
Equipamento de academia ajuda na conquista do fortalecimento das pernas. Foto: iStock, Getty Images

A execução do movimento de extensão do joelho na cadeira extensora é realizada em direção à frente do corpo, sendo este um movimento no qual possui grande efetividade, porém, sem os devidos cuidados, pode ser comprometedor para algumas articulações do corpo, como a patelo femoral, como no caso de não fazer a atividade da maneira correta e/ou não estar devidamente apto para tal execução.

Para a realização do movimento articular de extensão do joelho de maneira correta, o aluno deve sentar-se no aparelho e colocar os pés em baixo dos rolos, executando o movimento de estender as pernas. As mãos devem estar alinhadas lateralmente ao corpo, a coluna deve permanecer ereta e o peito alto, mantendo ao máximo a estabilidade corporal. Conseguinte deve-se realizar o movimento de abaixar as pernas até a posição inicial (com os joelhos dobrados em ângulo de 90º). Repete-se a execução do exercício conforme o plano designado pelo personal trainer da pessoa.

Atualmente, muito vem se discutindo a eficácia sobre o ganho de volume muscular proporcionado por esta atividade. Para alguns autores inclusive, ele não é o exercício mais recomendado para essa finalidade, mas sim para o trabalho final do treino. Este tipo de exercício também é bastante indicado para os alunos iniciantes, pois sua forma de execução geralmente é feita unilateralmente.

A maior resistência e força muscular desenvolvida neste tipo de movimento realizado na cadeira extensora ocorre na flexão das pernas no ângulo entre 45° e 50°. Momento este, quando os pés estão voltados para fora e o trabalho maior recai sobre os músculos vastos medial, vasto intermédio e o reto femoral, caso a posição dos pés for feita para o lado de dentro, o trabalho muscular fica mais intenso sobre o vasto lateral e intermédio.

Se o individuo executante não possuir flexibilidade, como é o caso da maioria dos iniciantes, o exercício não será realizado na maior amplitude de movimento permitida pelo aparelho, por causa de uma insuficiência passiva dos isquiotibiais (grupo de músculos localizados na região do posterior da coxa, na parte de trás dos membros inferiores – essa musculatura é responsável principalmente pelos movimentos de extensão do quadril e flexão do joelho, e atravessa ambas as articulações) que, por já estarem alongados no quadril, impedem a completa extensão do joelho. Este é um dos motivos para que o encosto das costas seja um pouco inclinado, pois assim, mantêm um pouco de extensão do quadril, diminuindo a insuficiência passiva dos isquiotibiais na extensão do joelho.

Alguns exercícios são usados mais habitualmente em casos de reabilitações de lesões ou para o fortalecimento, especialmente dos joelhos, sendo a cadeira extensora bastante utilizada por ser estável e, relativamente segura, desde, é claro, que o educador físico saiba executar a técnica correta com sua angulação, sendo uma ótima atividade para se corrigir assimetrias.

Saber se posicionar corretamente, assim como, ter o conhecimento de quais músculos estão sendo trabalhos na atividade realizada, é o que diferencia seu rendimento e potencial, de alguém que apenas realiza os exercícios escritos na ficha sem saber exatamente o porque e para que, portanto, essas dicas podem ser primordiais para auxiliar e melhorar o seu treino de pernas.

Lucas Serralheiro Cardoso

Sobre o autor | Website

• Licenciatura e Bacharelado em Educação Física; • (CREF 147600G/SP); • Especialista em Prevenção de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas; • Cursos de extensão em: Ginástica Laboral; Treinamento para Hipertenso e Biomecânica aplicada a Musculação.

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